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Com o show “Jornada Sertaneja”, o cantor que começou a sonhar aos 12 anos agora roda o país e compartilha os bastidores da sua carreira em entrevista exclusiva
O sonho de viver da música surgiu no começo da adolescência e se tornou o caminho de Adriano Martins. Após integrar a dupla Edilson e Adriano até 2010, o cantor seguiu carreira solo e hoje percorre o país com o show “Jornada Sertaneja”.
Nesta entrevista exclusiva, o artista relembra o início da carreira, fala sobre os desafios de conquistar espaço no sertanejo e conta os planos para essa nova etapa. Uma oportunidade para conhecer suas histórias, influências e a paixão pela música que o acompanha desde a infância.
Como começou seu caminho pela música sertaneja?
Já aos 12 anos, comecei a tocar violão aprendendo com amigos de escola. Aos 15 anos, comecei a tocar na noite como violonista em algumas bandas.
Você procurou estudar para entrar na música. Se formou em Administração com pós na área.
Minha família nunca teve condições de me ajudar nisso. O dinheiro mal dava para fazer as compras de casa… Estudar música era um sonho, que só consegui realizar após os 20 anos de idade. Consegui estudar violão e canto com aulas regulares em uma escola de música como bolsista. Depois entrei na faculdade de música e hoje sou pós-graduado em produção cultural, arte e entretenimento, música e produção musical. E recentemente me formei em administração de empresas.
O mercado da música sertaneja tem muita concorrência. Como se destacar em meio a tantos cantores?
Acredito que tudo começa na autenticidade. O que me destaca em um mercado tão competitivo, acredito eu, talvez seja a ideia de misturar música e escola, educação e cultura, aprendizado e entretenimento… e com isso ainda levar a história da música sertaneja as novas gerações.
Quais suas inspirações para chegar ao estrelato?
Não penso em sucesso como estrelato… Não desse jeito… Entendo sucesso como o resultado de um trabalho bem-feito. Sou feliz fazendo o que faço e digo sempre que sou um privilegiado. “Faço o que eu gosto, transmito conhecimento, emoção, alegria e ainda sou pago por isso!”
Como foi sair da dupla com o Edilson em 2010 para uma carreira solo? Foi uma vontade sua?
Foi doloroso, pois já cantávamos juntos há alguns anos. A galera da equipe, músicos, produção e minha esposa foram fundamentais para a continuidade da minha carreira. Fora a ausência do parceiro nos palcos e no dia a dia, foi tranquilo. Pois não houve desentendimentos e nem mágoas. Ele mudou-se para outro estado por questões familiares e eu o apoiei. Sempre tivemos uma ótima amizade. E isso permanece até os dias de hoje.
O “Jornada Sertaneja” já passou de 200 apresentações. Você tem planos de produzir novo show em 2027?
O Jornada Sertaneja é um show que podemos atualizar o repertório todos os anos. Pois a música sertaneja é muito rica de sucessos em todas as fases. Fizemos isso em 2024, 2025 e 2026. Por isso, o show estará em turnê em novembro e dezembro deste ano. Mas estamos preparando um novo projeto chamado “Baladaneja” que estará em turnê em 2027.

Você acha que a música sertaneja tem se desgastado com temas repetidos? A volta para a música raiz é uma saída?
A música sertaneja, como qualquer estilo, acompanha o momento da atualidade. Mas sempre buscando referências no passado. Acredito que por isso, ela se mantém a bastante tempo como um dos estilos mais ouvidos em nosso país. Ou seja, mesmo o estilo se atualizando, ainda mantém suas raízes e suas referências. Claro que ultimamente temos visto muitas misturas que parecem distorcer um pouco o estilo. Principalmente depois de plataformas como YouTube, TikTok e outras terem mudado bastante o modo de distribuir música. Mas acredito que isso não passará de uma fase. Logo os artistas que estão em destaque na mídia, pra se estabilizar no mercado, acabarão buscando as referências como sempre aconteceu. O mercado tem espaço pra todos. Mas somente quem apresenta qualidade permanece.
Quais músicas mais preferidas de seu público e a que você mais gosta de cantar em seu repertório?
Depende muito do público, geralmente nossos shows acontecem em equipamentos de cultura e educação. Nestes espaços temos pessoas do EJA que são mais experientes e portanto, se identificam mais com o sertanejo raiz e o repertório até os anos 2000. E temos o público infantil, que se identifica mais com o repertório mais atual. Nosso show traz em seu repertório músicas de 1910 a 2027. Por isso, no fim, todos saem felizes e emocionados. Meu gosto é música sertaneja, em todas as épocas têm músicas que gosto e as que não curto tanto assim. Mas sempre faço do público, o foco principal na escolha do repertório dos shows.
Você também gosta de compor? Como vem a inspiração?
Não sou bom pra compor… Mas gosto de fazer os arranjos das músicas.
Qual seu maior sonho neste momento?
Meu desejo é continuar fazendo o que gosto, ter condições de manter meu trabalho e atingir novos públicos.
Gostaria de homenagear alguém que te deu apoio no início de carreira?
Não poderia deixar de agradecer primeiramente a minha esposa, Sandra, que incentivou e acreditou no meu trabalho desde o princípio. Hoje agradeço também aos amigos artistas, cantores e compositores que me apoiam, como Rio Negro & Solimões, Cleiton & Camargo, Wilson & Soraia, Tinoquinho & Tony, Hugo & Tiago, João Pedro & Cristiano, Fátima Leão, e tantos outros que guardo em meu coração!

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Luiz Otávio – Telefone: (11) 98282-1641
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