Entrevistas

[EXCLUSIVO] Intitulado “Rei do Norte”, sertanejo Jhon fala sobre a sofrência em suas músicas: “Depois que você supera o fato, tudo fica engraçado”

Em entrevista ao Festanejo, o cantor, promessa do mercado musical, explicou a origem de seu apelido

A mistura de estilos é o que marca a nova geração do sertanejo. O cantor Jhon é um dos retratos dessa mescla.

Intitulado “Rei do Norte”, o astro está abrindo os seus caminhos no mundo musical. Possui mais 58 mil seguidores no Instagram e mais de 13 mil inscritos no YouTube, onde publica as primeiras canções autorais.

Em entrevista ao Festanejo, o jovem artista conta sobre as suas composições, a dedicação no início da carreira, a origem do apelido e as expectativas para os novos projetos.

Como é iniciar uma carreira no sertanejo, onde há uma concorrência enorme?

É bem desafiador, porém, em minha opinião, há espaço pra todo mundo. E com persistência e trabalho duro, eu espero e tenho fé que vamos chegar onde queremos!

Como tudo começou para você querer abraçar esta carreira de cantor/compositor?

Teve início quando eu comecei a postar meus vídeos no Facebook na época, porém eu era bem tímido, não mostrava o rosto, aparecia só o violão, e as pessoas começaram a compartilhar e a pedirem pra que eu fizesse mais vídeos. Desde então comecei a mostrar, e a vontade veio junto com o amor que sempre tive pela música.

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De onde vem o apelido “O Rei do Norte”? Tem a ver Jon Snow – o rei do Norte da série Game of Thrones?

“Jhon – O Rei do Norte” surgiu porque minhas amigas começaram a me chamar de Jon Snow por conta da série [Game of Thrones]. Mas depois pensamos: eu nasci na Região Norte, em Manaus, depois morei em Santarém (PA), onde considero como sendo minha cidade do coração. Sou do Norte e teve tudo a ver. Acabou ficando o nome artístico, Jhon – O Rei do Norte.

Quais os temas mais constantes em tuas músicas?

Com certeza chifre [risos]. Tanto já levei e tanto escuto das pessoas. Todos possuem uma experiência nesse sentido, não tem como.

Como surge a ideia para compor uma música?

Às vezes surge de uma frase, ou de uma história que escuto. E há também aquelas que são reflexos das minhas próprias histórias.

Acha que o sertanejo universitário, onde começou quando você ainda era um menino, te influenciou para criar o seu estilo?

Acho que sim. Nas minhas músicas sempre quero deixar minha identidade, masas referências pego das músicas da época. Procuro contar uma história que as pessoas entendam e sintam o que sinto.

Como o sertanejo aceita muitas novidades e se mistura com outros estilos de música, o que o Norte pode nos dar de novidade nessa mistura?

Podem esperar que vem muita coisa boa. É sempre bom fazer algo diferente e a Região Norte em geral tem uma musicalidade massa demais, então eu quero, sim, fazer essa mistura.

Estamos quase no meio de 2022 – quais teus planos para este ano ainda?

Temos bastantes planos. Muita música boa pra mostrar! Estou muito ansioso para mostrar para o Brasil inteiro.

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Para um novo cantor ser lançado é preciso de muita estrutura que custa um investimento. Você está preparado para este planejamento?

Sim, tenho uma empresária maravilhosa que acredita em mim e que está fazendo esse planejamento.

Você diz que começou a cantar aos 12 anos e aos 14 já se dedicava à profissão. O que você aprendeu nestes dois anos para já se aventurar na carreira?

Na verdade, apesar de ter músicos na família, ninguém me apoiava, e eu prestava atenção em como tudo funcionava. Montei um repertório e as pessoas pediram para eu fazer shows e queriam contratar. Fui na cara e na coragem. A primeira vez que fiz um show foi em um bar e teve 3 horas de duração. Eu estava muito nervoso, mas deu tudo certo. Depois perdi o medo e comecei a divulgar contato para shows.

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O que você acha que vai acontecer no mercado de música sertaneja nos próximos anos? Há uma repetição de temas nas músicas que pode cansar?

Acho que nos próximos anos vamos fazer mais misturas e buscar coisas diferentes. Sim, os temas das músicas acabam sendo repetitivos, mas não dá pra negar que é do que o público gosta e consome. Dentro disso, eu procuro colocar nas minhas músicas um pouco de humor. Porque depois que você supera o fato, tudo fica engraçado, não tem jeito. Aí você só conta história pra rir. Acho que todo mundo é assim.

A vida pessoal dos cantores vira mídia e até atrapalha os relacionamentos que já são difíceis pela vida de viagens. Está preparado pra isso?

Tenho total noção disso. É bem complicado, mas é a vida que escolhemos né? Infelizmente faz parte. Às vezes, precisamos abrir mão de coisas por outras, e na verdade eu gosto da correria e até evito de levar chifre (risos).

Dê um recado aos teus e tuas fãs.

Quero dizer que sou muito grato por tudo que fazem por mim. Sou muito grato pelo carinho do público, dos fãs que me acompanham. Sem vocês, Jhon- O Rei do Norte não existiria. Amo vocês!

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