Entrevistas

Paulinha Gonçalves abre o coração sobre suas composições de sucesso e a carreira musical

Artista conversou com exclusividade com o Festanejo

Paulinha Gonçalves tem tudo para ser a próxima artista que não vai sair das suas playlists nas plataformas de música.

Natural de Caldas Novas, a jovem soube desde cedo que a música era o seu destino. Inspirada pelo pai, ela começou a tocar violão, instrumento que a acompanha até hoje.

Responsável pelos sucessos “Aí Eu Bebo”, de Maiara & Maraisa, “Colo”, de Jads & Jadson e Victor & Leo, “Prefiro nem perguntar”, de Diego & Victor Hugo, “Cheiro de Saudade”, de Guilherme & Benuto, a artista é uma das principais compositoras sertanejas da atualidade.

Prova disso, é que Paulinha foi aúnica mulher a integrar a lista de compositores das 10 canções mais tocadas nas rádios do Brasil em 2020.

A sertaneja, que já ganhou o Brasil com suas letras, agora vai conquistar o público com sua voz. O Festanejo conversou com exclusividade com Paulinha Gonçalves, que falou sobre a carreira, o talento para a composição e o mercado musical.

Como e quando começou essa carreira de compositora/cantora?

Sempre cantei. Nunca fiz, nem me imaginei fazendo outra coisa! Os primeiros passos se deram na igreja, cantando nas missas e nos grupos de jovens. Posteriormente, após entrar na faculdade de Música, iniciei nos bares e, a partir de então, através de novos contatos e networking, comecei a disponibilizar as minhas composições para outros artistas gravarem.

O sertanejo é hoje o gênero de música mais disputado na concorrência. Como se destacar como uma compositora de sucesso nesse meio?

Não ficar estacionado na zona de conforto! Fechar os ouvidos para o preconceito e abrir os mesmos ouvidos para a tendência, para o que as pessoas estão querendo ouvir naquele momento, e, acima de tudo, acreditar no novo, no arriscado, no que está no coração, independente de resultados!

Não acha que as músicas no sertanejo estão repetitivas no tema relacionamento? Como ser criativa para manter esse grande público?

Em sua grande maioria, estão repetitivas sim. Mas aí que entra a busca pelo papo novo, pelo tema, a melodia diferente, o arranjo que chama atenção! A música é um conjunto de acertos que somam lá na frente.

Por isso, é tão importante o compositor, o artista, o empresário e o produtor estarem na mesma linha de pensamento, para o resultado chegar forte.

O feminejo veio com tudo nos últimos anos. Ainda é a voz da mulher e seus sentimentos?

Vejo cada mulher de uma forma única! Cada artista tem a sua forma de se expressar e de se posicionar através de suas músicas.

Confira também: Como ficam os shows nesse longo período de pandemia?

Sofrência é ainda o combustível para construir um sucesso?

Sofrência é a base sim… Abastecer essa galera que sofre através das nossas músicas é a melhor coisa! Mas vejo várias formas diferentes de abordar esse sofrimento.

Podemos fazer a pessoa reconhecer que errou e que não deveria ter traído… Em outras situações, estimular a dar a volta por cima, encontrar alguém que dê mais valor, enfim… Temas infinitos.

Quais as principais características para uma música fazer sucesso?

Conjunto de música boa com tema diferente, ou pelo menos abordado de uma forma diferente, juntamente com um arranjo que agrade, com a interpretação e entrega do artista e, por fim, de uma boa divulgação.

Quando você compõe uma música, já tem na cabeça para qual cantor vai mostrar?

Nem sempre! Vou dizer que 30% do que escrevo já direciono, no restante, deixo a música encontrar o artista!

Quais suas maiores inspirações na música sertaneja?

Victor & Léo sempre foram referências minhas, e o destino acabou encaminhando um encontro abençoado entre nós!

Luan é um artista incrível, que se adapta a mudanças e tem um estilo único! Jorge & Mateus também me inspiram, por conseguirem manter uma carreira consolidada há tantos anos, com um repertório e uma imagem que merecem palmas.

A pandemia trouxe a febre das lives. Mas parece que o movimento já perdeu a força. O que acha que vai manter os eventos, em 2021, para não perder o contato com o público?

Hoje mesmo a volta das lives foi um assunto bem comentado nas redes! Acredito que vai se estender, com uma proporção mais intervalada! Houve algumas tentativas dos shows Drive-ins, mas na minha percepção, não foram tão bem aceitos!

Vários compositores do sertanejo começaram a cantar e deram muito certo. Isso é porque, hoje, a música é mais importante para ter um sucesso do que o próprio cantor?

A música precisa falar mais alto! Sempre! Acontece muito das pessoas conhecerem a música “tal”, e nem saber a fisionomia dos cantores. Mas, esse sucesso dos compositores é consequência de muito trabalho, talento e transpiração!

Como será 2021 para você?

Um ano de divulgação do meu novo DVD, disponibilizando bastante conteúdo para os que me seguem, aliado à composição!

Como se relaciona com seus fãs?

Sempre tô ligada aos comentários, e gosto de responder, agradecer. É uma troca muita bonita. Quando produzo uma música, eu não faço ideia da proporção que ela irá tomar.

Daí com o tempo, descubro que é trilha da vida de pessoas tão distantes de mim, mas a música nos aproxima de uma forma que acaba nos ligando. Enfim, é uma troca de energia, de emoção, de conexão.

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